Anonymous asked: soube q danny ta namorando ???????

Que Danny? Nem sei de quem estás falando, meu caro. A única coisa que sei é que essa é a segunda mensagem que me manda falando sobre essa pessoa.

Por favor, responda-me fora do anonimato, pois não responderei mais se persistir em esconder o seu rosto. 

Anonymous asked: tambem é nordestina? mora em PE ou em outro estado?

Nasci, cresci e vivo até hoje em São Paulo, como diz meu tumblr em “decifra-me”.

Anonymous asked: ADEUS é sempre uma coisa péssima, mas será que dói mais quando ele é dito ou quando ele não é dito e a pessoa vai embora?

Não sei você, meu caro anônimo… Mas eu prefiro ter a certeza da partida, do que a incerteza do regresso.

O vago que é preenchido por você

Me falaram de uma viajem que cortaria mares até chegar ao teu céu. Uma lua que brilha mais. Constelações desconhecidas. Anéis em torno do teu corpo, meu planeta. Fadiga, excitação, a cabeça explode quando meu horizonte é o teu olhar. Me acho na tua escuridão. Atmosfera que me consome sem perceber, você. Abismo dentro de abismo que caio sem nem pisar na beira. Loucura tua, viajem minha. É onde tudo se encaixa. Eu que odeio o ar, você me toma a respiração. Eu que gosto de sentir meu corpo molhado, você me enche com teu suor e tuas lágrimas em momentos de toque. O teu oceano é denso, mas sempre me mantém no fundo. Teus olhos que não são azuis me mostram que não tenho o que temer. E não temo. O medo seria discordância de nós. E teus olhos ambiguidade da paixão, sabendo que queimo pela falta de ar, que o teu amor causa. Sem sentir falta num deserto que você ocupa. No vago que sou, mas te entrego a preencher. 

John

Anonymous asked: O 'how can we live without the ones we love?" é do seu fotolog.

Por que pergunta isso, anônimo(a)? Eu não me lembro. Há muito tempo não entro no mesmo…  

 Os sinos. Ouça os sinos, sinta as cascos dos cavalos, perceba os comerciantes e os sorrisos recônditos e barbudos. Olhe a Lua minguante e veja como ela te sorri chorando estrelas que corrompem a tela negra do céu. Incline-se mais sob o papel. Mais. Um pouco mais, aguente firme. Podes sentir? São as letras que gritam, são as linhas que aprisionam e é apenas tu que as liberta. Esconda-as para mim, protege-as. E quando sentires que a vida o abandonaram, dê vida a elas e eu estarei contigo. Traças não precisam de poesia, não desperdice a tinta em barrigas e corações vazios. Caso chore, leve para longe meu ponto final malquisto, traga-me novos oceanos. Uma de interrogação é minha certeza de talvez. Entenda que uma reticência é a despedida multiplicada por três. E sou apenas um, apenas teu. Mas se com toda a minha dor, se com todo o desamor que exponho a ti, tu ainda sorrires… Peço que descarregue as munições de falsidade e chore. Chore por mim, que nunca derramei uma gota de qualquer líquido que não fosse salgado. Acima de tudo, chore pelos seus próprios olhos. Luto pelas pálpebras que nunca lutaram. Nunca esforçara-te para sequer me enxergar. Luto pela boca aracnídea que umedecera com a saliva que me envenenou. Os sinos, ouça mais uma vez… É teu enterro. Chore por você mesmo, pois eu… Eu sequei oceanos e descobri outros vários por você. E se hoje me visto de preto, é para a noite não me descobrir e eu derramar estrelas em uma marcha fúnebre. Aprecie os seus últimos sons e mereça o sorriso narcótico da Lua. Os vermes estão famintos, é chegada a tua hora e o meu ponteiro atrasou-se. Incline-se mais um pouco… Ouça o que as letras te falam. Não interessa onde esteja. Seja no inferno, seja no céu, seja no fundo do teu quarto. Mas seja e saiba. Saiba que o único coração que você possui, é o meu. 
Cinzentos 
 Somos cúmplices e comparsas. Somos puros. Puro fingimento, farsa, mentira, ambiguidade em dedos cruzados jurando mentiras. Eu amante, você de amadora. Eu de beijos, você de palavras. É certo e famoso o destino dos trapaceiros. Somos culpados sem perdão, somos cena e máscaras cor de pele. Eu de amor, você de ponto final. Eu de carinho, você de afago. Eu tento te despir o corpo inteiro, eu te rasgo, te domo em meus braços, te mordo, te marco. Te compro com palavras fúteis, amo-lhe daquele meu jeito. Lanço-te em meu mar e em meu peito te afogo, te amanso, te jogo. Sim, te jogo em cassinos, te aposto, te perco, mas nunca te ganho. Em teus gemidos, te sufoco para evitar palavras comprometidas. Quando falavas em sussurro, eu era tolo e acreditava que enciumava-se do vento e queria o teu ar somente dentro de meus ouvidos e carregado em meus pulmões. Mas não, enganara-me. Os sussurros eram para que teu coração não ouvisse as mentiras que da boca manchada saiam. Nosso segredo não morrerá, nem muito menos se revelará. Somos culpados sem perdão, somos pura encenação. Cena de um romance proibido. Cena um, tomada três. Culpados pela ressaca de amar quem não vale uma simples mentira. 
Cinzentos 
 

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embalada…
- Era um anjo entre nuvens d’alvorada,
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos, as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

 
Álvares de Azevedo, Soneto  
 Por tantas vezes me vi guardando sentimentos ao invés de deixá-los simplesmente fluir, e discorrendo comigo mesmo sobre qual é a escolha certa que eu precisarei fazer. Eu precisava começar a fazer além da obrigação, alem do que me foi designado a fazer, viver além do “piloto automático”. Encontrei-me de mãos dadas com vida, simplesmente por não haver bolso para confortá-las e assim foi até o momento em que você me fez despertar. Cauteloso, como não poderia deixar de ser, viajava sob a ponta dos pés através de cada uma das novas sensações e sentimento que você me apresentava. Passei então a reconhecer o reflexo mostrado no espelho como sendo o meu próprio e deixei de apenas olhar por através da minha presença, antes vazia. Noite após noite meu inconsciente me presenteava ao colocar você nos meus sonhos avisando-me de que eu já não poderia mais me esconder ou esconder o que eu sentia por muito tempo. não poderia escondê-lo dentro de mim por muito tempo. Deixei escorregar o meu escudo de proteção e você aproveitou para me despir da armadura. à sua mercê me descobri pisando inteiramente em terras nunca antes desbravadas e nos pés, trajava calçado algum. 
Ortografias.  
 

Tem um mendigo deitado na esquina da minha rua
Que tem nos olhos a miséria que o governo não vê
Na sacola rasgada, o lucro do sacrifício de ontem
Junto com o agradecimento por mais um dia de vida
A barba grande e suja, os pés descalços com calos
Uma vida sofrida com as mãos pedintes estendidas.
Até hoje não sei onde ele dorme nas noites de chuva
Nem sei os motivos de suas lamentações contidas
Mas quando deito, escuto de longe, quase como um eco
Um velhinho, chorando, orando a um deus qualquer
Enquanto se desvia dos olhares humanos de piedade
E daqueles que esperam daquele pobre homem no chão
Um gesto de desrespeito, falta de fé ou quiçá maldade.

Tem um mendigo deitado na esquina da minha rua
Abro as cortinas e o vejo fielmente como sentinela
Sei que guarda em seu íntimo as histórias mais belas
Em cada ruga do seu rosto expressivo um segredo
Que só será revelado à aqueles que perderem o medo
Ele está na esquina, eu na janela, o governo o poder
Mas as lágrimas que derramei naquela manhã fria
Quando vi seu sorriso amistoso, eu não pude conter.

Tem um mendigo deitado na esquina da sua rua
Sorrirá para o pobre homem, ou apenas para a lua?

 
retirantes e severinar 

Quando tempo o tempo tem?

Quando a gente corre, na maioria das vezes é porque estamos atrasados. Só vim perceber isso quando eu estava bem longe da hora marcada e tentei correr. Mas parecia que o tempo tava correndo comigo. Pensei em parar, mas o tempo continuou correndo. Tirei até a bateria do relógio pra ver se o tempo parava, mas só o meu que parou (meu relógio). Todos tem horas iguais, dividias na mesma proporção, com a mesma quantidade de horas, minutos e segundos. Mas parece que o meu está muito apressado (meu tempo). E quase sempre está atrasado (meu relógio). Quando vale uma hora? Pra alguns são 60 minutos. Pra mim são 18 minutos, no máximo (quando estou atrasado). E pra quem está no xilindró, é quase um dia, talvez. Quando estou com insônia uma noite dura uma semana. Isso é tudo culpa do Einstein. Se ele não tivesse dito que o tempo é relativo, não saberíamos que o tempo é relativo e todos teriam o mesmo tempo (ou acharíamos que temos o mesmo tempo). No tubo de uma onda, os 5 segundos do surfista duram muito tempo. Alguém com prisão de ventre, o tempo dela é tão pouco que não dá tempo nem dela ligar a luz do banheiro. O tempo realmente é relativo. Mas não é relativo a você, cada um com seu tempo. Mas é relativo a sua necessidade. Quanto mais tempo você precisa, menos você vai ter (e vice-versa). O tempo só tem tanto tempo se você não quer tanto tempo. Então, é fácil perceber que o tempo que ele tem não é tempo suficiente pra fazer o tempo durar mais tempo do que o tempo que ele precisa.

D C Monroe

 Pensando bem em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa para a gente. Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho! Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor… A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa. Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo… E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo”. Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito para a gente… 
Luis Fernando Veríssimo.  
 A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à terra natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo com a ausência, é alimentada pelo tédio, pela angústia e pelo desespero. Oração, litania, epifania, presença. Exorcismo, conjuro, magia. Sublimação, compensação, condensação do inconsciente. Expressão histórica de raças, nações, classes. Nega a história: em seu seio resolvem-se todos os conflitos objetivos e o homem adquire, afinal, a consciência de ser algo mais que passagem. Experiência, sentimento, emoção, intuição, pensamento não-dirigido. Filha do acaso; fruto do cálculo. Arte de falar em forma superior; linguagem primitiva. Obediência às regras; criação de outras. Imitação dos antigos, cópia do real, cópia de uma cópia da Idéia. Loucura, êxtase, logos. Regresso à infância, coito, nostalgia do paraíso, do inferno, do limbo. Jogo, trabalho, atividade ascética. Confissão. Experiência inata. Visão, música, símbolo. Analogia: o poema é um caracol onde ressoa a música do mundo, e métricas e rimas são apenas correspondências, ecos, da harmonia universal. Ensinamento, moral, exemplo, revelação, dança, diálogo, monólogo. Voz do povo, língua dos escolhidos, palavra do solitário. Pura e impura, sagrada e maldita, popular e minoritária, coletiva e pessoal, nua e vestida, falada, pintada, escrita, ostenta todas as faces, embora exista quem afirme que não tem nenhuma: o poema é uma máscara que oculta o vazio, bela prova da supérflua grandeza de toda obra humana. 
Octavio Paz  

illusionqueen asked: Quem tu és, pequena fada?

Não sei quem sou, minha cara… Mas posso me descrever entre sonhos e fantasias, desejos e esperanças. 

Uma verdadeira incógnita até mesmo pra mim.